QUARTARONE: MAIS UM BRASILEIRO NA COLEÇÃO
Por Alysson Cardinali | Diretor de Comunicação Dadinho | FEFUMERJ
O clube tantas vezes campeão tem mais uma importante conquista para celebrar no futebol de mesa (regra dadinho). Paulo Quartarone, do Fluminense, fez bonito na 17ª edição do Campeonato Brasileiro, dias 17 e 18 de outubro, em Recife (PE), e faturou o seu segundo título da competição – repetiu o feito obtido em 2024, no Rio de Janeiro. Após 19 jogos, com 15 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas, o craque tricolor ergueu o troféu da Série Ouro ao derrotar Jean Baqui, da Assefe (DF), por 5 a 2, em uma final emocionante, na sede do Vila Futebol de Mesa, no bairro de Boa Viagem. Desde a edição de 2017, em Brasília (DF), que a luta pelo título não tinha um atleta de fora do Rio de Janeiro – na ocasião Brayner Wertmuller, do Flamengo, levou a melhor sobre Luiz Colla, do São Carlos (MG). Com o bi, Quartarone superou a frustração pelo vice-campeonato de 2025, em Porto Alegre (RS), onde foi derrotado por Gianluca Tocci, também do Time de Guerreiros, por 2 a 0, na grande decisão.
“Ser campeão é sempre uma confirmação, pois fico me questionando sobre até quando eu serei competitivo… E preciso me preparar para as frustrações, já que não lido bem com elas. Este ano, foi a minha quinta final de Brasileiro. Eu havia perdido três e ganho uma, sendo que, nos últimos três anos, foram três finais seguidas. Em 2025, porém, foi uma frustração grande. Afinal, eu fui de uma final (em 2024) na qual marquei nove gols (9 a 2 sobre Belga, do Flamengo), para uma final na qual eu zerei. Embora eu tenha ficado feliz pelo título do Gianluca, eu tive a minha frustração pessoal. Não por ter perdido, mas por ter zerado a partida final – e sou conhecido por fazer muitos gols. Este ano, fiquei no meio do caminho, com cinco gols na decisão (risos). O fato de eu ter feito 50 gols em nove partidas, no segundo dia de Brasileiro, foi a resposta que eu precisava para confirmar que eu seria capaz de ser campeão mesmo um ano depois, mesmo um ano mais velho, em relação ao vice de 2024”, frisa Quartarone.
O craque do Fluminense, porém, não foi o único de uma agremiação carioca a brilhar nas mesas da capital pernambucana. O pódio da Série Ouro teve mais quatro atletas do Rio de Janeiro – dos 141 que marcaram presença no Brasileirão de 2026: Victor Praça (América) ficou em terceiro lugar; Luiz Colla (São Cristóvão) terminou na quinta colocação; Adriano (Vasco da Gama), na sétima; e Brayner Wertmuller (Flamengo), na oitava. Na categoria Master, que premiou os botonistas acima de 55 anos, o troféu de campeão também ficou com Paulinho Quartarone, seguido por Hélio (Uberabinha-MG), Sarti Neto (Fluminense) e Nunes (Vasco da Gama).
Na Série Prata, Nine, da Lafume, foi o campeão, após derrotar o então campeão brasileiro, Gianluca Tocci, do Fluminense, por 3 a 2. A Série Prata ainda teve Fabiano (Flamengo) em quarto lugar; e Rafael Marques (River), em sexto.
Já na categoria Sub-18, o garoto prodígio Arthur Krüger, do Grajaú Tênis Clube, sagrou-se tricampeão nacional, à frente de Anthony e Heitor (ambos do Patusco-PE). Na categoria feminina, que estreou no Brasileirão, o título foi conquistado por Raquel, do Uberabinha (MG). Há de se elogiar a Federação Pernambucana de Futebol de Mesa, que proporcionou uma estrutura de alto nível para os atletas, com a transmissão simultânea de três jogos (ao vivo), nas redes sociais, e a oferta de massoterapia, visando o bem-estar dos competidores durante a maratona de jogos, sempre em um ambiente de integração, confraternização e alto nível competitivo.
Nas Séries Bronze e Extra, os títulos ficaram com craques fora do Rio de Janeiro (ver quadros), mas os botonistas das agremiações cariocas também marcaram presença na Bronze: Portela (America) obteve um honroso terceiro lugar, e Bravo (Flamengo) terminou na sétima colocação.
Na Série Extra, brilharam os craques do Nordeste do país.
A campanha de Paulinho Quartarone:
Sábado:
3 x 0 Pepe (America)
4 x 1 Mauricinho (Jampa-PB)
7 x 4 Gustavo Chaves (Guarabira-PB)
1 x 3 Antônio Renato (São Cristóvão)
1 x 1 Rubens Pompeu (ABB-DF)
3 x 1 Humberto (APCEF-PE)
3 x 1 Nine (Lafume)
5 x 2 Milton Cury (Assefe-DF)
5 x 3 Brayner (Flamengo)
0 x 3 Jean Baqui (Assefe-DF)
Domingo:
4 x 4 JJ (Fluminense)
8 x 1 Iarley (Vila-PE)
3 x 2 Marcos Ohya (Sobotoms-MS)
6 x 1 Rubens Pompeu (AABB-DF)
8 x 3 Wellington (Cabofriense-RJ)
4 x 3 Gatto (São Cristóvão-RJ)
7 x 2 Brayner (Flamengo-RJ)
5 x 4 Victor Praça (America-RJ)
5 x 2 Jean Baqui (Assefe-DF)
Total: 19 jogos, com 15 vitórias, dois empates e duas derrotas, 82 gols marcados e 40 sofridos.
Campeões Brasileiros Individuais da Regra Dadinho:
| 2008 | 2009 | 2010 | 2011 |
| Alex Lage |
Daniel Marques |
Daniel Marques |
Almo de Paula |
| 2012 | 2013 | 2014 | 2015 |
| Regis Martins |
Alex Lage |
Allan Carvalho |
Alexandre Aires |
| 2016 | 2017 | 2018 | 2019 |
| Brayner Wertmuller |
Brayner Wertmuller |
Brayner Wertmuller |
Victor Praça |
| 2022 | 2023 | 2024 | 2025 |
| Ronald Neri |
Ronald Neri |
Paulo Quartarone |
Gianluca Tocci |
| 2026 | 2027 | 2028 | 2029 |
| Paulo Quartarone |
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