CAMPEÃO INÉDITO, SÃO CRISTÓVÃO MANTÉM A HEGEMONIA DO RIO DE JANEIRO NO BRASILEIRO INTERCLUBES
Por: Alysson Cardinali | Diretor de Comunicação Dadinho | FEFUMERJ
É tempo de São Cristóvão – ao menos no futebol de mesa. Com atuações heróicas dos craques Colla, Gatto, Proença, Allanzito e Antônio Renato, sob a batuta do diretor-técnico Bruno Santos, a formação Cadete obteve um feito inédito e histórico: levou o clube de Figueira de Mello ao título de campeão do 16º Brasileiro Interclubes, disputado por 27 equipes de oito estados do país, nos dias 15 e 16 de agosto, no ginásio poliesportivo da Praça Oswaldo Cruz, no Centro de Curitiba. Foram 15 triunfos, cinco empates e uma derrota em 21 jogos, com direito a sete vitórias e um revés na Série Ouro, a fase mais importante e decisiva do campeonato. A conquista manteve a hegemonia de títulos das agremiações do Rio de Janeiro na competição (apenas America, Flamengo, Fluminense, Maxwel, River, São Cristóvão e Tijuca sentiram o gostinho de erguer a taça até hoje).
“Pouquíssimas pessoas acreditavam que a gente poderia chegar lá. E eu era uma dessas pouquíssimas pessoas. Eu sempre acreditei na nossa força. Quando montamos esse elenco, no final do ano passado, prometi ao meu pai (Papito) que seríamos competitivos, em condições de fazer uma grande campanha no Brasileiro. Ao longo de oito meses a gente trabalhou a equipe, atleta por atleta, a cabeça de um, a técnica de outro, o comprometimento de todos, e conseguimos alcançar nosso objetivo de elevar o nome do São Cristóvão ao lugar mais alto do Brasil. Essa é uma sensação indescritível, muito louca. Difícil descrevê-la em palavras”, frisou Bruno Santos, após a vitória por 3 a 0 sobre o Desterro (SC), que sacramentou a façanha são-cristovense.
O triunfo sobre a forte equipe catarinense veio na última rodada da Série Ouro e foi decisivo para que os Cadetes soltassem o grito de campeão – em caso de derrota, a festa seria do Desterro. O Flamengo A também tinha chances de ir ao lugar mais alto do pódio, mas, mesmo com um triunfo sobre o River A, não conseguiu superar o São Cristóvão. Ao término da rodada final, os Rubro-Negros acabaram garantindo o vice-campeonato, e o Fluminense, que bateu o America, ficou com a terceira colocação, enquanto o Desterro foi para o quarto lugar, fechando o pódio da Série Ouro. Troféu em mãos, Bruno Santos e seus jogadores não esconderam a satisfação com o sucesso meteórico do departamento de futebol de mesa do São Cristóvão, criado há apenas três anos.
Fato é que, com uma equipe unida e homogênea, os Cadetes fizeram mágica na capital paranaense. Colla foi quem mais venceu – 15 vezes, com três empates e três derrotas em 21 jogos. Proença obteve 13 vitórias, cinco empates e sofreu apenas três derrotas. Gatto e Allanzito, com 19 partidas disputadas, também foram gigantes. Gatto somou 13 triunfos, três empates e três derrotas, enquanto Allan Santos conseguiu 11 vitórias, com cinco empates e três revezes. Antônio Renato, figura importante no extra-mesa, fez quatro jogos, com duas vitórias, um empate e uma derrota.
“A gente não teve um destaque individual, mas uma coletividade. Precisamos de um elenco forte, e, para isso, é necessário ter mais de um, mais de dois, mais de três atletas de ponta. A gente contou com a graça divina e os deuses ajudaram de os quatro estarem em sintonia e jogando muito bem tanto no sábado quanto no domingo. O Antônio Renato também entrou em algumas partidas muito bem, fez o seu papel, só que os quatro que ‘carregaram o piano’ tiveram performances muito semelhantes. Este foi o nosso diferencial para a conquista do título: os quatro jogaram sempre bem. Isso é fruto de muita conversa, muita dedicação e muito foco. A dedicação e o foco de cada um deles fez com que o todo se sobressaísse e mostrasse sua força”, avalia Bruno Santos.
Se o São Cristóvão mostrou a força do Dadinho carioca na Série Ouro, a Liga Fonte não fez por menos na Série Prata e foi campeã após duelo particular com o vice-campeão Eldorado (MG). O título veio com uma rodada de antecipação, após apertada vitória (2 a 1) sobre a Lafume, e sacramentou uma campanha de nove vitórias, um empate e dez derrotas – foram cinco triunfos e um revés na fase decisiva, com atuações seguras de Mello (quatro vitórias, um empate e uma derrota), Malvar (três vitórias, um empate e duas derrotas), Kaká (quatro vitórias e duas derrotas) e JH (três vitórias, dois empates e uma derrota). Guns (duas vitórias, um empate e quatro derrotas) e George (uma vitória e quatro derrotas) atuaram nas fases iniciais da competição. Assef A e Flamengo B completaram o pódio.
Já nas Séries Bronze e Extra, os campeões foram Gama (DF) e Ricetti (PR). Na Série Bronze, a formação do Distrito Federal mostrou força para superar o carioca River B, vice-campeão, enquanto CEPE (SP) e Poseidon (SC) completaram o pódio. Na Extra, o Ricetti contou com o talento de Karin – única mulher a marcar presença na competição – e do garoto Yan, de apenas 11 anos de idade, para ficar com o título. Sobotons (MS), Assefe B (DF) e Internacional (RS) completaram o concorrido pódio. Ano que vem, em São Paulo, tem mais. Resta saber se as agremiações do Rio de Janeiro vão seguir sem dar chance aos rivais na 17 edição do campeonato ou se alguma formação de outro estado soltará o grito de campeão na Terra da Garoa. Até lá!
Confira a lista de todos os Campeões Brasileiros Interclubes da regra Dadinho:
| 2009 | 2010 | 2011 | 2012 |
| 2013 | 2014 | 2015 | 2016 |
| 2017 | 2018 | 2019 | 2022 |
| 2023 | 2024 | 2025 | 2026 |



