NO RITMO DO FLUTMESA, QUARTARONE FATURA A 3ª ETAPA DO ESTADUAL INDIVIDUAL. BRUNO ROMAR E MATHEUS DÃO SHOW NA MÁSTER E NO SUB-18
Por Alysson Cardinali | Diretor de Comunicação Dadinho | FEFUMERJ
Imagens: Thaís Sampaio
Após 50 gols marcados, 12 vitórias e um empate, Paulinho Quartarone fez o tradicional hino do Fluminense ecoar, alto e claro, no salão do Club Municipal, dia 2 de agosto, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Sem desafinar ou perder o ritmo, ele conquistou – de forma invicta – a terceira etapa do Campeonato Estadual (regra Dadinho 9 x 3). O título, na categoria Adulto, veio em uma final ‘caseira’, contra um amigo e velho conhecido: a vitória, por 4 a 2, sobre o também tricolor Rodrigo Bandini, ainda inspirou o ‘rushmaníaco’ Quartarone, apaixonado pelo velho e bom rock and roll, a lançar uma canção para homenagear o tradicional Fluminense Futebol de Mesa (Flutmesa) – ouça em anexo. Na categoria Máster, Bruno Romar, de volta ao circuito, foi ao lugar mais alto do pódio e fez o hino do Flamengo também ser reverenciado. Na Sub-18, Matheus, do River, deu um show particular e foi campeão com 100% de aproveitamento.
“Escutar o hino do Fluminense é sempre motivo de satisfação e emoção. Por outro lado, tenho me apegado a uma questão ligada à identidade própria do nosso esporte e, há pouco tempo, criei um hino para o Fluminense Futebol de Mesa. Escrevi a letra, conseguimos musicá-la com a ajuda da Inteligência Artificial (IA), e acho que ficou muito bom, pois faz referência à questão de realizarmos o nosso sonho de infância através do clube do nosso coração. Falei um pouco dos nossos dois títulos brasileiros, que o Fluminense não tinha e conquistamos em 2023 e 2025. Falei também do futuro… Então, escutar o hino tradicional, do clube do coração, é sempre motivo de emoção, mas acho que o nosso esporte precisa criar uma identidade própria, trilhar o próprio caminho e recorrer àquilo que de fato só vai pertencer a ele, mesmo que a gente esteja em um clube de massa”, frisou Quartarone, sem esconder a alegria com seu desempenho nas mesas.
“Eu sempre me cobro muito e, cada vez que eu consigo me superar, fico aliviado. Até porque a gente começa a achar que é a idade, que está ficando mais velho… Aí vejo o esporte sendo praticado de forma cada vez mais técnica, com novos atletas despontando de forma avassaladora, casos do Vinicius (Friburguense) e do José Augusto (America), e fico me perguntando se fiquei para trás, se agora não dá mais. A cabeça dá uma viajada. Embora eu tenha jogado outras regras (Retrô e Pastilha), consegui treinar bastante no meu CT, com meu amigo, ex-atleta do Fluminense, Maninho Saraiva, e me preparar melhor, o que me devolveu a confiança para ficar em quinto lugar na classificação geral e encarar as pedreiras nos mata-matas, embora, hoje, não exista adversário que não seja pedreira. “Só não tive vantagem do empate na semifinal e na final”, frisou o craque tricolor, que encheu a bola (ou o dadinho) de Bandini.
“Fazer a final com o Bandini é sempre um marco importantíssimo para nós”. Primeiro que é meu amigo, segundo que é do Fluminense, terceiro que eu acompanhei o seu desenvolvimento e lembro bem quando bati o olho nele jogando e o avisei: ‘Voce vai longe’. Dá pra ver quando o cara tem potencial e ele já mostrava isso. Atualmente, Bandini é o cara mais difícil de ser vencido, você tem que fazer uma partida perfeita. Na final, se não fiz uma partida perfeita, dei sorte de fazer dois gols por cima, o que não é a minha característica. Também dei sorte de ele não estar em um momento bom na final. Então, o encaixe foi bom e eu consegui sair vitorioso. Mas o Bandini é um jogador completo e tem um toque de dadinho perfeito. Sem contar que possui uma inteligência para o jogo acima da média. Para mim, é o adversário mais duro da atualidade”, admitiu Paulinho, sem deixar de demonstrar respeito pelos outros adversários que encarou, nas eliminatórias, até a conquista do título.
“Todos os jogos foram difíceis, mas em um campeonato desse nível, o mais difícil é sempre o primeiro mata, aquele que se você perder, mesmo se classificando bem, vai para cima da 32ª colocação geral. E peguei um cara que para mim é sempre uma pedreira, o Valcy (Lafume), um adversário complicadíssimo. E foi difícil, eu botava um gol na frente, ele empatava. A parida contra o Franklin (Humaitá), idem. Ele fez 1 a 0 e ficou um bom tempo com a vantagem, teve chance de fazer 2 a 0 e matar o jogo, mas consegui virar o placar. Já o Marcinho (River) é sempre um cara muito difícil. Ele tem as mesmas características que eu, mas consegui impor um pouco mais o meu jogo. Fabrício (Vasco da Gama) é outra revelação, difícil também, já me ganhou e foi outra partida complicada. A semifinal, com o Regis, foi épica. Fiz 2 a 0 e ele, com aquele jogo majestoso, buscou o 2 a 2. No segundo tempo, com os dois criando oportunidades, consegui fazer o 3 a 2”, relembrou.
Embora Paulinho Quartarone e Bandini tenham disputado a final, outro atleta do Fluminense também fez bonito na terceira etapa do Estadual: Bruno Sodré, inspirado, beliscou um sétimo lugar, após fazer 5 a 2 em José Augusto, do America. O clube Rubro, aliás, foi maioria no pódio, com a presença de quatro botonistas – Régis Martins ficou em terceiro lugar, após ficar no 2 a 2 com João César, companheiro de time, e Victor Praça terminou na quinta posição, ao derrotar Marcinho (3 a 2), do River, sexto colocado e único “intruso” na premiação entre tricolores e americanos. Oito dos principais destaques entre os 110 aficionados pelo futebol de mesa que lutaram pelo título na categoria adulto. Dia 13 de setembro tem mais, excepcionalmente no ginásio do Grajaú Tènis Clube. Promessa de fortes emoções.
“Nas três cores do nosso coração, renasce o sonho de criança//Sobre a mesa segue a tradição, do futebol, com amor e esperança//Fluminense, ó meu Fluminense, és gigante sem igual, cada toque honra a tua glória, Flutmesa orgulho nacional//Tricolor, ó meu Tricolor, também nas mesas és inspiração//Cada título aumenta o esplendor de um clube sempre campeão//Em 23, pura superação, nascia o time para fazer história//Em 25, no tem-chute, emoção, o Brasil conheceu a nossa glória//Fluminense, ó meu Fluminense, és gigante sem igual, cada toque honra a tua glória, Flutmesa orgulho nacional//Tricolor, ó meu Tricolor, também nas mesas és inspiração, cada título aumenta o esplendor de um clube sempre campeão//Onde houver um sonho a florescer, haverá um tricolor a lutar//Nossa história há de crescer e novos feitos iremos conquistar//Fluminense, ó meu Fluminense, és gigante sem igual, cada toque honra a tua glória, Flutmesa, orgulho nacional//Tricolor, ó meu Tricolor, também nas mesas és inspiração, cada título aumenta o esplendor de um clube sempre campeão, de um clube sempre campeão, de um clube sempre campeão.”
A campanha de Paulinho Quartarone:
3 x 1 Mello (Liga Fonte)
5 x 4 Paulo Caldas (Botafogo)
2 x 1 Wellington (Cabofriense)
4 x 0 Léo Finta (Flamengo)
7 x 2 Belfort (Olaria)
2 x 1 Léo Azeredo (Lafume)
3 x 3 Gabriel Cataldo (America)
4 x 3 Valcy (Lafume)
5 x 1 Fabrício (Vasco da Gama)
2 x 1 Franklin (Humaitá)
6 x 3 Marcinho (River)
3 x 2 Régis Martins (America)
4 x 2 Bandini (Fluminense)
Total: 13 jogos, com 12 vitórias e um empate, 50 gols marcados e 24 sofridos
Máster
Na categoria Máster, Bruno Romar não compôs hino, mas jogou por música, principalmente a partir das fases eliminatórias, para voltar a ser campeão de uma etapa do Estadual. Após quatro vitórias e duas derrotas na primeira fase, o atleta do Flamengo, sem desafinar, emendou mais quatro triunfos e, na final, em duelo emocionante, fez 5 a 4 em Sarti Neto, do Fluminense (que tinha a vantagem do empate), para coroar, com título, seu regresso ao Rubro-Negro. O terceiro lugar da competição, que contou com a presença de 43 atletas, ficou com Lian, do Botafogo, após empate em 2 a 2 com Monstro, do Friburguense. O pódio foi completado por Leal, do Botafogo, em quinto lugar; Mendez, também do Alvinegro, na sexta colocação; Guns, da Liga Fonte, em sétimo; e Marcelo, da Cabofriense, na oitava posição.
A campanha de Bruno Romar:
3 x 1 Jaime (Flamengo)
6 x 1 Alcides (Kamikaze)
6 x 2 Beto Santos (Kamikaze)
2 x 3 Sarti Neto (Fluminense)
3 x 5 Adriano (Vasco da Gama)
1 x 0 Heraldino (River)
5 x 0 Pinho (Grajaú Tênis)
4 x 1 Guns (Liga Fonte)
4 x 1 Lian (Botafogo)
5 x 4 Sarti Neto (Fluminense)
Total: Dez jogos, com oito vitórias e duas derrotas, 39 gols marcados e 18 sofridos
Sub-18
Com 100% de aproveitamento – dez vitórias em dez partidas –, o garoto Matheus, do River, fez um show particular e não deu chances aos adversários para ficar com o título, invicto, da terceira etapa do Estadual na categoria Sub-18, disputada em pontos corridos, por 11 atletas. Matheus ficou cinco pontos (30 a 25) à frente do vice-campeão, Ian Bazeth, do Flamengo, que, com 27 gols, teve melhor ataque da competição. Bryan, do Flamengo, terminou na terceira colocação, à frente de Josias, do Botafogo, que terminou na quarta colocação, seguido por Arthur Krieger (Grajaú Tênis Clube), Davi Souza (Embaixadores), Matheus (Embaixadores) e Fernandinho (Embaixadores), que fecharam o pódio. Mateus (Botafogo), Bernardo (Embaixadores) e Vitor Hugo (Botafogo) também foram às mesas. Matheus, Bryan e Josias, com oito gols sofridos, tiveram a melhor defesa.
A campanha de Matheus:
2 x 1 Arthur (Grajaú Tènis)
2 x 0 Mateus (Botafogo)
1 x 0 Vitor Hugo (Botafogo)
4 x 3 Bernardo (Embaixadores)
4 x 0 Ian Bazeth (Flamengo)
3 x 2 Bryan (Flamengo)
2 x 0 Fernandinho (Flamengo)
1 x 0 Josias (Embaixadores)
2 x 0 Matheus (Embaixadores)
3 x 2 Davi Souza (Embaixadores)
Total: Dez jogos, com dez vitórias, 24 gols feitos e oito sofridos.
Confira as belas imagens da competição tomadas pela fotógrafa Thaís Sampaio.







