AMERICA, LATINO E ARTHUR KRÜGER, CAMPEÕES NO VI RIO-SÃO PAULO DA REGRA DADINHO

Por Alysson Cardinali

Se sangue é uma das alcunhas do America para destacar sua garra na busca por bons resultados, os atletas rubros – com sangue nos olhos – mostraram força e fizeram jus à tradição do clube na conquista da Série Ouro do torneio de equipes da sexta edição do Rio-São Paulo de futebol de mesa, dia 14 de março, na sede do Canindé-Cifac, no Sport Club Corinthians Paulista. Mesmo ‘na conta do chá’, com apenas quatro craques (Victor Praça, Rodrigo Macieira, Abreu e Portela), o America ficou com o título ao derrotar os donos da casa na decisão, por 3 a 0, e coroar uma campanha invicta, com sete vitórias e dois empates em nove partidas. Diferentemente de 2025, quando foi disputada em pontos corridos, a edição deste ano contou com a presença recorde de 14 agremiações, divididas em dois grupos, e reuniu a nata do futebol de mesa (regra Dadinho) carioca e paulista. O America mostrou força desde a primeira fase, com atuações destacadas – principalmente diante do Círculo Militar e do Vasco da Gama – e ficou em primeiro lugar no Grupo B, mas na segunda colocação na classificação geral, um ponto atrás da Lafume (15 a 14), que terminou na primeira posição do Grupo A.

Vieram, então, as fases eliminatórias, com direito a duelos emocionantes, decididos nos detalhes. O America mostrou força para desbancar a forte equipe do River (3 a 1), nas quartas de final, antes de encarar, nas semifinais, a então campeã Liga Fonte, que eliminara o São Cristóvão (2 a 1). Lafume, que bateu o Vasco da Gama (1 a 0), e Corinthians, que passou pelo Fluminense (2 a 1), brigaram pela outra vaga na grande decisão. Com dois placares apertados (ambos por 2 a 1), o Rubro e o Timão, que levou a melhor sobre os Esmeraldinos, chegaram à disputa de um título inédito para os dois clubes.

E fizeram uma final digna da força de Rio de Janeiro e São Paulo no Dadinho. Prevaleceu, porém, a maior experiência dos jogadores da formação carioca, que abriram boa vantagem e venceram por inquestionáveis 3 a 0 antes de soltarem o merecido grito de campeão na Terra da Garoa. Na disputa do terceiro lugar, deu Lafume: 2 a 0 sobre a Liga Fonte. Ano que vem, novamente na capital paulista, tem mais. E o tradicional America promete, mais uma vez, dar o sangue na busca pelo bicampeonato.

“A participação da nossa equipe no Rio-São Paulo foi decretada aos ‘45 minutos do segundo tempo’ (em cima da hora). Conseguimos viabilizá-la e comparecer com quatro atletas, de fato, com uma formação alternativa, mas acreditávamos que poderíamos, sim, chegar às fases finais, pois vínhamos de duas semanas treinando constantemente e bem. Macieira e Portela tiveram desempenhos incríveis, com vitórias importantíssimas, principalmente nas fases de mata-mata. Eu consegui fazer oito vitórias e um empate ao todo, e Abreu, que tinha feito uma ótima primeira fase, voltou a vencer quando realmente precisamos, na final contra o Corinthians”, enfatizou Victor Praça.

Craque e ícone do America, Victor também fez elogios à organização da competição. “Parabenizo os organizadores e os diretores de ambas as federações (paulista e carioca), que mais uma vez deram um show. O clube do Corinthians é maravilhoso, o salão era bom e as mesas estavam ótimas, padronizadas. Fica o meu desejo para que esse torneio, que vem crescendo tanto a cada ano, siga fazendo esse sucesso”, acrescentou o atleta americano.

SÉRIE PRATA
Das 14 equipes que foram às mesas em busca pelo título do Torneio Rio-São Paulo em 2026, quatro delas se classificaram para a disputa da Série Prata, por terem terminado a fase inicial na quinta e sexta posições nos Grupos A e B – Maria Zélia, Botafogo, CEPE 2004 e Círculo Militar, respectivamente. E, assim como na Série Ouro, a festa foi dos cariocas. Após bater o CEPE 2004 nas semifinais (3 a 1), o Botafogo derrotou o Maria Zélia na decisão (2 a 0) e trouxe mais um troféu de campeão para o Rio de Janeiro. Na disputa do terceiro lugar, o CEPE 2004 fez valer a vantagem do empate e ficou no 2 a 2 com o Círculo Militar.

A campanha do America
3 x 1 Botafogo
4 x 0 Círculo Militar
4 x 0 Vasco da Gama
3 x 1 Palmeiras
1 x 1 Corinthians
2 x 2 São Cristóvão
3 x 1 River
2 x 1 Liga Fonte
3 x 0 Corinthians

Classificação final
01º America
02º Corinthians
03º Lafume
04º Liga Fonte
05º São Cristóvão
06º Fluminense
07º River
08º Vasco da Gama
09º Botafogo
10º Maria Zélia
11º CEPE 2004
12º Círculo Militar
13º Palmeiras
14º Suzano

Se o domingo (15/03) foi marcado pela conquista do America no torneio de equipes, o sábado (14/03) registrou a façanha de Latino na disputa individual do Torneio Rio-São Paulo de 2026, que teve a participação de 76 botonistas. Após superar adversários de alto nível, o craque da Liga Fonte ficou com o título ao bater o rubro-negro Brayner na decisão, por 6 a 3, e ratificar uma campanha digna de campeão: dez vitórias, um empate e duas derrotas, com 43 gols marcados e 25 sofridos. O terceiro lugar ficou com o atleta rubro Victor Praça, que levou a melhor sobre Nine, da Lafume, por 4 a 2. Após erguer o troféu de campeão, Latino, com o habitual bom humor, não escondeu a felicidade com seu feito.

“Conquistar este título é algo inesquecível e inesperado, visto que eu não iria jogar, pois acabei entrando no sorteio da vaga de um faltante. Mas estou muito feliz. Ainda mais pela forma que foi, derrotando o multicampeão Brayner, na final, e o Victor Praça, na semifinal. Só posso agradecer aos meus companheiros de equipe, ao Washington, que sempre profetizou uma conquista desse porte, e ao Guanabara, que é o presidente do meu fã-clube”, disse o irreverente campeão, que elogiou a qualidade dos atletas nas mesas. “A edição deste ano teve um nível altíssimo, com Praça, Bandini, que atualmente acho o melhor, Brayner, Ronald, Tarouca, Colla, Tabajara e outros”, acrescentou.

Com craques em profusão – seja entre os cariocas, seja entre os paulistas –, a sexta edição do Rio-São Paulo foi um desfile de belas jogadas e golaços. Além de muito equilíbrio. A primeira fase foi dividida em quatro grupos de nove e cinco grupos de oito jogadores, com brigas acirradas às fases finais das séries Ouro, Prata e Bronze. Gatto (São Cristóvão), com 100% de aproveitamento, e Bandini (Fluminense), com 87,5%, fizeram as melhores campanhas antes das fases eliminatórias, quando começou a brilhar a estrela de Latino. Exceto pelo empate em 3 a 3 com Tarouca (Vasco da Gama), nas quartas de final, o craque da Liga Fonte obteve quatro triunfos decisivos para ser o mais novo (e inédito) campeão do Rio-São Paulo.

“Quero que o nosso amado esporte seja mais lembrado e prestigiado, com mais torneios não só em clubes, mas nas praças, nas pequenas ligas, nas velhas garagens em que jogávamos antigamente”, frisou Latino, que fez uma homenagem ao amigo e saudoso mestre Hamilton. “Sou cria do pântano daquele jacaré. Os meus gols espíritas neste Rio-São Paulo, inclusive na final contra o Brayner, vieram de lá”, citou, com um sorriso de campeão.

A campanha de Latino
4 x 3 Mafra (Lafume)
5 x 0 Bruno Sodré (Fluminense)
5 x 1 Antônio Renato (São Cristóvão)
2 x 3 Edu Rocha (Vasco da Gama)
1 x 0 Jorge Henrique (Liga Fonte)
1 x 6 Brayner (Flamengo)
2 x 0 Daniel Russo (São Paulo)
3 x 0 Elsio (São Paulo)
2 x 1 Marcos Willow (Corinthians)
4 x 1 Pablo Martins (Suzano)
3 x 3 Tarouca (Vasco)
5 x 4 Victor Praça (America)
6 x 3 Brayner (Flamengo)

Classificação da Série Ouro
1º Latino (Liga Fonte)
2º Brayner (Flamengo)
3º Victor Praça (America)
4º Nine (Lafume)
5º Tarouca (Vasco da Gama)
6º Lopes (River)
7º Elsio (São Paulo)
8º Renato Oliveira (Vasco da Gama)

Já a Série Prata da sexta edição do torneio Rio-São Paulo foi decidida por dois craques do Vasco da Gama e o título ficou com João Eduardo, que bateu Adriano, por 3 a 0, fazendo a imensa torcida cruzmaltina bem mais feliz. Na disputa do terceiro lugar, Portela, do America, levou a melhor sobre Ricardo Mendonça, após fazer valer sua vantagem do empate e segurar o placar em 1 a 1. Na Série Bronze, em outra final carioca, o tricolor Bruno Sodré fez 2 a 0 sobre o Cadete Antônio Renato e levou o troféu para as Laranjeiras. Na disputa do terceiro lugar, entre atletas paulistas, Félix (CEPE 2004) derrotou Tupinambá (Vem Ser), por 3 a 1, e teve o que celebrar.

Classificação da Série Prata
1º João Eduardo (Vasco da Gama)
2º Adriano (Vasco da Gama)
3º Portela (America)
4º Ricardo Mendonça (Flamengo)
5º Israel Santos (River)
6º Daniel Russo (São Paulo)
7º Zé Luis (Flamengo)
8º Lucas Mendonça (Flamengo)

Classificação da Série Bronze
1º Bruno Sodré (Fluminense)
2º Antônio Renato (São Cristóvão)
3º Félix (CEPE 2004)
4º Tupinambá (Vem Ser)
5º Rafael Marques (River)
6º Alexandre Boni (Base Forte)
7º Mario (CEPE 2004)
8º Guanabara (Vem Ser)

A sexta edição do torneio Rio-São Paulo teve uma grata novidade: a disputa da categoria sub-18, com 12 garotos (seis cariocas e seis paulistas) fazendo bonito nas mesas da sede do Canindé-Cifac, no Sport Club Corinthians Paulista. E uma final entre dois tradicionais adversários no Rio de Janeiro: Arthur Kruger e Felipe Drago. O título, desta vez, ficou com o craque do Grajaú Tênis Clube, que derrotou o craque vascaíno por 2 a 1 para erguer mais um troféu em sua promissora trajetória no esporte. Na disputa do terceiro lugar, João Felipe (Base Forte) venceu Marcos Lacerda (Vem Ser), por 1 a 0. Ano que vem, tem mais.

A campanha de Arthur Krüger
1 x 2 João Felipe (Base Forte)
1 x 0 Marcos Lacerda (Vem Ser)
2 x 1 Murilo Oliveira (Corinthians)
3 x 1 Felipe Drago (Vasco da Gama)
3 x 1 Bryan (Flamengo)
2 x 2 Matheus (River)
2 x 2 João Felipe (Base Forte)
2 x 1 Felipe Drago (Vasco da Gama)

Classificação do Sub-18
1º Arthur Krüger (Grajaú)
2º Felipe Drago (Vasco)
3º João Felipe (Base Forte)
4º Marcos Lacerda (Vem Ser)
5º Kristian Bazeth (Vasco da Gama)
6º Ian Bazeth (Flamengo)
7º Matheus (River)
8º Marielsinho (Vem Ser)